Inteligência artificial: programa passa no teste de Turing pela primeira vez

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Nesse sábado, dia 6 de junho, um programa de computador que finge ser um garoto ucraniano de 13 anos de idade, chamado Eugene Goostman, conseguiu passar no teste de Turing, convencendo 33% dos juízes que era humano depois de cinco minutos de conversa. Para ser aprovado, o programa precisava enganar pelo menos 30% deles. O teste foi criado pelo cientista da computação Alan Turing em 1950, e essa é a primeira vez que um supercomputador vence a prova.

Alan Turing, pioneiro na inteligência artificial e na ciência da computação.

Em 2012, Eugene já havia conseguido enganar 29% dos juízes num teste de Turing realizado em Bletchley Park. O programa também foi vice-campeão nas provas do Prêmio Loebner em 2001, 2005 e 2008.

Um dos motivos do sucesso de Eugene Goostman é o fato de se tratar de um menino de 13 anos de idade, de Odessa, de quem não se pode esperar muito conhecimento, mas pensa que sabe tudo. São perdoáveis também seus tropeços na língua inglesa. Outro ponto importante do programa é um autocorretor: como humanos e o buscador do Google, Eugene tenta compreender o sentido de erros de digitação ou ortografia, muito mais difíceis de serem entendidos por computadores do que por humanos.

As possíveis implicações desse avanço das máquinas são imprevisíveis. Programas como esse poderiam, por exemplo, ser utilizados para fornecer atendimento eletrônico em websites. Afinal, se a maior parte dos atendentes já parece com robôs, quem sabe um robô de verdade ao menos ganhe na eficiência. Por outro lado, há quem se preocupe com os riscos que isso representa no que se refere ao cibercrime.

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Naturalmente, se você assistiu a Matrix, Exterminador do Futuro, 2001: Uma Odisseia no Espaço e outros filmes do gênero, deve estar vislumbrando o mundo dominado pelas máquinas num futuro próximo. Já existe o carro da Google que se autodirige (e é mais seguro que os veículos controlados por humanos), uma rede de dados que coleta o tempo todo informações pessoais de todos os seres humanos conectados, cientistas trabalhando em nanorrobôs para consertar e ampliar a capacidade do cérebro, e agora estamos ensinando essa inteligência virtual – que sabe tudo a nosso respeito – a se passar por um ser humano.  Fujam para as colinas!

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Ilusões auditivas

ilusão auditivaEstamos habituados a ver imagens e vídeos de ilusões de ótica, mas você já parou para pensar em ilusões de audição? Podemos realmente confiar em nossos ouvidos e nas coisas que eles ouvem?

No vídeo a seguir (em inglês), são propostos alguns testes para demonstrar ilusões auditivas.

Num trecho, aparecem dois vídeos lado a lado. E, surpreendentemente, o que você ouve depende de qual vídeo você está olhando! Isso acontece por causa de algo chamado de Efeito McGurk, que mostra como nossa visão pode alterar o que acreditamos estar ouvindo. Outro teste demonstra o contrário: como um som pode também alterar o que acreditamos estar vendo.

O vídeo revela, ainda, que diferentes pessoas ouvem coisas diferentes, mesmo que o som seja exatamente o mesmo. Essa ilusão, chamada de Paradoxo do Trítono, foi descoberta por Diana Deutsch, uma psicóloga inglesa famosa por suas pesquisas na área da psicologia musical. Nessa ilusão auditiva, cada tom tem ao mesmo tempo uma frequência alta e uma baixa, mas o cérebro escolhe qual delas quer ouvir. Diana descobriu ainda que fatores como localização geográfica e idioma influenciam o resultado.

Por fim, a ilusão de tons Shepard causa a impressão de que uma sequência de sons é sempre ascendente. Ou seja, se você repetir a mesma exata sequência várias e várias vezes, terá a impressão de que o tom continua subindo continuamente!

E aí, você ainda confia no que seus ouvidos ouvem?