De volta à Residência Belotti

Já falei sobre a Residência Belotti aqui há quase um ano, quando a restauração da casa tinha acabado de ser concluída, e ela estava aberta à visitação por tempo limitado. Depois de um tempo, foi inaugurada como espaço de arte e design, bistrô e estúdio coletivo.

 

Como eu contei no texto anterior, a Residência Belotti, construída em 1953 para o casal Medoro e Nine Belotti,  foi uma das primeiras da corrente modernista em Curitiba, projetada pelo genial arquiteto Lolo Cornelsen.  A casa passou quase 10 anos abandonada, até ser inteiramente restaurada. 

Ano passado, marido e eu fomos almoçar lá num sábado. A comida estava ok, o atendimento foi bem fraco e achamos que o peço não compensou, apesar do lugar ser incrível. Na ocasião, lamentei o fato, imaginando que o bistrô não iria muito longe, e era um desperdício um espaço tão especial da cidade estar sendo mal aproveitado.

Hoje estava passando em frente, ainda sem saber onde almoçar, e resolvi entrar. Foi uma ótima ideia! Descobri que o bistrô está sob nova administração há cerca de um mês. O almoço, que custa R$ 23,90, conta com uma entrada, um grelhado e dois acompanhamentos, à escolha do freguês. As opções de hoje eram: para a entrada, salada de folhas verdes com maracujá e lascas de queijo ou salada de grãos com crostini (escolhi essa); entre os grelhados, entrecôte, tilápia (minha escolha) e frango; e para os acompanhamentos, arroz branco ou cateto com legumes, confit de berinjela e pimentões, rondeli de tomate seco e mousse de batata roxa.

  Há mesas no quintal dos fundos ou no jardim da frente, e ambos os espaços são lindos. A comida estava boa e atendimento foi bem simpático.  

Além disso, sempre está rolando uma exposição de arte, há uma loja de produtos descolados e a casa, por si só, já vale a visita. Programinha imperdível para curitibanos e curitilovers em geral.

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Projeto 365 dias: dia 19 – Pequenas grandes coisas

Quando decidimos morar juntos, meu marido e eu compramos uma casinha simples, numa região bem afastada do centro de Curitiba – onde nós dois trabalhávamos. Era a opção que cabia no nosso bolso.

Durante quase cinco anos, tivemos que dirigir no mínimo 40 km por dia, para ir ao trabalho e voltar. Não havia comércio perto de casa que ficasse aberto até tarde, e só umas duas pizzarias tinham serviço de entrega na região. O transporte público era péssimo, com poucos ônibus, que faziam um percurso longuíssimo e demorado. Quando queríamos sair à noite, fazer um curso ou praticar alguma atividade física, era necessário planejar com antecedência, levar roupas, ir direto do trabalho, e chegar bem tarde em casa. Não havia condições de ir para casa, tomar um banho e depois sair de novo.

Em julho de 2014, mudamo-nos para um apartamento no centro de Curitiba, a quatro quadras do meu trabalho. Podemos dormir até mais tarde, temos diversas opções de lazer, delivery de culinárias variadas, vamos a pé para muitos lugares, eu pude vender meu carro. Nossa qualidade de vida aumentou significativamente.

O interessante é que, embora não tenhamos saudades de viver na nossa casinha, nem pensemos em voltar a morar nela, a vida lá nunca foi um sofrimento para nós. Nem mesmo o fato de eu ter me envolvido em dois acidentes graves na BR que pegava todos os dias foi motivo de trauma para mim. Foi triste e assustador, é claro, mas meu espírito – e o do meu marido também – é dotado de uma capacidade de regeneração muito grande.

À noite, depois do trabalho e de todas as demais atividades, chegávamos ao nosso lar cansados, porém felizes. Olhávamos à nossa volta e, mesmo com o pensamento voltado ao que ainda tínhamos para conquistar, nosso coração se alegrava com o que já era nosso. Nosso espaço, nosso cantinho, nosso conforto. Da nossa janela, não era possível ver muito longe, mas apreciávamos as flores brotando no jardim, as cores no pedaço de céu que era nosso.

No novo lar, descobrimos outras alegrias. Temos uma gata, que materializa tudo que eu sempre sonhei num animal de estimação: é companheira, carinhosa, adora colo (estou me virando para digitar com ela deitada sobre mim agora), dorminhoca. Temos mais espaço para receber os amigos, e estamos mais próximos deles também.

E uma coisa incrível que ganhamos foi a vista. É incrível a sensação de paz que enxergar o horizonte proporciona. De vez em quando, ao acordar, fico alguns minutos na janela observando o mundo, antes de decidir o que vou vestir. Hoje fiz isso ao chegar do trabalho. É quase uma forma de meditação.

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Ser feliz, muitas vezes, não exige mais do que isso: valorizar a vida que se leva. E isso não significa dar às coisas – boas ou ruins – importância maior do que elas têm. Não significa se apegar excessivamente. Hoje estou aqui, amanhã já não sei. Mas enquanto estiver, quero apreciar cada minuto que eu puder.

Projeto 365 dias: dia 18 – Artesanilo Café Bistrô

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Localizado numa casa charmosa no bairro Bom Retiro, o Artesanilo oferece três diferentes ambientes: o café, uma sala aconchegante e o deck com vista para o quintal, com árvores frutíferas e uma pequena horta. A proposta do bistrô, cujo cardápio é renovado a cada seis meses, é servir refeições preparadas de forma artesanal com ingredientes de procedência garantida.

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Marido e eu pedimos a sugestão do chef: tilápia grelhada com cogumelos, alcaparras e purê de mandioquinha. Como todos os pratos, ele foi precedido de uma entrada. Escolhemos a salada de folhas verdes.

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Salada de folhas verdes e frutas

 

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Tilápia grelhada com cogumelos, alcaparras e purê de mandioquinha (batata-salsa)

 

A comida estava deliciosa e o atendimento foi primoroso. Um lugar para voltar!

Projeto 365 dias: dia 17 – Stand up paddle no Passaúna

Curitiba não tem praia, então é nos parques que a gente se diverte. Hoje pela manhã fomos ao Passaúna, um dos mais lindos da cidade. Inaugurado em 1991, foi criado com a finalidade de preservar a qualidade da água da represa do Rio Passaúna, considerada como interesse de proteção ambiental desde 1980 e responsável por parte do abastecimento de água para a população curitibana.

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Entrada do parque e estacionamento à beira do lago.
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Bichinho estranho passeando no corrimão da escada que leva ao mirante, e cães simpáticos que recepcionam com animação quem chega ao parque.

O mirante, localizado no alto de um morro à beira da represa, a 60 metros do nível do lago, eleva-se acima das copas das árvores, propiciando uma visão privilegiada da linda paisagem. De lá é possível avistar as chaminés das antigas olarias Alberto Klemtz, Isfer, Baggio e Santa Rosa, que ficaram submersas com a criação da represa.


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Junto ao lago e em meio ao bosque, há uma trilha ecológica com 3,5 km de extensão. A fauna da região, protegida por decreto como APA (Área de Proteção Ambiental) é rica e variada, com muitas espécies de animais. O Parque possui ainda uma Estação Biológica, ancoradouro de barcos, parque infantil, pontes de madeira e churrasqueiras.

Para melhorar, desde 2012 as represas paranaenses estão liberadas para a prática de esportes náuticos com embarcações que não utilizem motor de propulsão combustível. Dentre as atividades que podem ser realizadas na represa do Passaúna, está o Stand Up Paddle. É possível alugar no local a prancha e o remo, custa R$ 50,00 por uma hora. O lugar também oferece banheiros e vende bebidas e picolés.

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Gondoleira da represa

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Não há muita sinalização no caminho para o parque, então o ideal é usar o GPS para chegar lá. É preciso ir até a Avenida Eduardo Sprada, por dentro da cidade ou pelo Contorno Sul, e seguir no sentido do bairro Augusta.

Projeto 365 dias: dia 15 – Jazz no Paço com Michele Mara

O 15º dia do Projeto foi registrado no Instagram, mas não aqui, por motivos de – esqueci e fui dormir. Sim, estou no Insta também, tá ali do ladinho ó, me segue. =>

Como já havia comentado antes, está rolando por essas paragens a 33ª Oficina de Música de Curitiba. Ontem teve Jazz no Café do Paço, com Michele Mara interpretando Aretha Franklin. Começou às 18h, horário em que saí do escritório e fui correndo para lá. O Café ficou super lotado, todo mundo em pé, cantando junto. Colocaram uma caixa de som voltada para fora e o pessoal que não conseguiu entrar ou que estava morrendo de calor – como eu – se espalhou pela praça enquanto curtia o som ao vivo. Foi muito legal!

Vale a pena conferir a programação, que vai até o dia 28/01, e aproveitar os eventos. Muitos deles são gratuitos, outros com ingressos a preços módicos. E é bom chegar cedo porque lota e, como vi na quarta-feira, os ingressos esgotam cedo!

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Michele Mara interpreta Aretha Franklin no Café do Paço

 

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Paço da Liberdade

 

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Não cabia mais gente dentro do Café, mas o povo se espalhou pela praça para curtir o som ao final da tarde.

 

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Estacionamento gratuito. 🙂

 

Projeto 365 dias: dia 14 – Museu do Expedicionário

Hoje aproveitei meu horário de almoço para conhecer o Museu do Expedicionário, um dos mais completos museus temáticos brasileiros sobre a segunda guerra mundial do Brasil. Tenho duas dicas, para começar: primeira, não vá num curto horário de almoço; segunda, não vá num dia de calor intenso. Isso porque o museu tem um acervo enorme de documentos, fotografias, mapas, ilustrações, recortes de jornais da época, medalhas, uniformes, equipamentos, armas, munições e objetos que foram utilizados pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Marinha de Guerra do Brasil. O que o museu não tem é ar condicionado (pretendo voltar num dia mais fresco com tempo suficiente para explorar com calma o acervo).

A casa onde fica o museu, projeto do engenheiro Euro Brandão, foi construída após o fim da Segunda Guerra Mundial, pelo esforço dos expedicionários paranaenses, através da promoção de festas, rifas e doações. Inaugurada em 1951, a sede tinha como objetivo prestar assistência médica, odontológica, social, jurídica e previdenciária para os ex-combatentes e seus familiares. Tornou-se também um local para eventos sociais, culturais, educacionais e recreativos.

A Legião Paranaense do Expedicionário ajudava também na compra de medicamentos, já que muitos voltaram da guerra mutilados ou com tuberculose e não tinham condições de arcar com esse custo. Ainda buscava recolocar no mercado os desempregados e chegava até a emprestar dinheiro. O objetivo era amparar os expedicionários e, em retribuição, após recuperados, que começassem a colaborar com a LPE.

Com o passar do tempo, os serviços assistenciais deixaram de ser necessários, o museu foi ampliado e em 29 de julho de 1980 sua administração e conservação passaram a ser de responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

Na Praça do Expedicionário (popularmente conhecida como “Praça do avião”, local onde fica o museu, estão expostos um tanque de guerra, um avião Thunderbolt e outros equipamentos de guerra utilizados no conflito mundial.

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O P-47 Thunderbolt exposto na Praça do Expedicionário é uma rara relíquia preservada que foi originalmente empregada pelo 1° Grupo de Caça na Itália. Informações sobre a aeronave: Bombas: são originais e vieram para Curitiba armadas (atualmente desativadas); Metralhadoras: réplicas das originais; Canopy: réplica, o original foi destruído por vandalismo na década de noventa; Cockpit: após o vandalismo do canopy, o cockpit foi retirado e transferido para o interior do museu; Lançadores de foguete: réplicas dos originais; Trem de pouso: foi retirado para aliviar a estrutura elevada; Pintura: refeita bianualmente.

 

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Ao lado das três bandeiras, um majestoso pinheiro, símbolo do Paraná.

 

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Um canhão, um tanque, uma âncora, um torpedo e um avião representam a presença das Forças Armadas no conflito mundial (Exército, Marinha e Aeronáutica).

 

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Na frente dos três mastros das bandeiras há uma lápide que registra os nomes dos vinte e oito veteranos paranaenses mortos em combate, uma homenagem da LPE (Legião Paranaense do Expedicionário).

 

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Uma escultura em pedra sabão no alto do prédio do museu representa uma patrulha da infantaria em ação.

 

2015/01/img_2392.jpgNão é permitido fotografar ou filmar o interior do museu.

Museu do Expedicionário

Rua Comendador Macedo, 655 (Praça do Expedicionário) – Alto da XV

CEP 80060-180 | Curitiba | Paraná | Brasil

Telefones: (41) 3362 8231 | 3263 4067

E-mail: mexp@seec.pr.gov.br

Horário de visitação

De terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 13h às 17h

Sábado e domingo, das 13h às 17h

Entrada gratuita

Projeto 365 dias: dia 13 – Frustração curada com hambúrguer e cerveja

O plano para essa terça-feira era assistir ao show de música celta (adoro) da banda Clan Mac Norse no Teatro Paiol – mais uma tentativa minha de prestigiar os eventos da 33ª Oficina de Música de Curitiba.

Saí do escritório às 18h e fui o mais rápido que pude para o Paiol, mas ao chegar lá os ingressos para o show, que aconteceria às 18h30, já estavam esgotados. Em frente ao teatro, várias outras pessoas tão frustradas quanto eu.

Marido e eu fomos então conhecer a hamburgueria Cidadão do Mundo, no bairro Água Verde.

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Gostamos muito do lugar! Marido pediu o hambúrguer que é o carro-chefe da casa, o Zinedine Zidane, que leva gorgonzola e cogumelos salteados.

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A minha escolha foi o Frida e Diego, inspirado na culinária mexicana, acompanhado de guacamole, chipotle e jalapeño. Foi criado para o CWBurguer Fest do ano passado, mas que continua sendo servido. Assim como todas as opções do cardápio, essa também pode ser pedida com hambúrguer vegetariano, feito com cogumelos. A versão original também leva bacon, que eu pedi para não colocarem no meu.

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Gosto muito de hamburguerias que permitem modificações nas escolhas do cardápio. Na Cidadão do Mundo, ao perguntar se podia substituir o hambúrguer tradicional pelo vegetariano e tirar o bacon, ouvi minha frase preferida: “aqui você é quem manda”. 🙂

Além do atendimento simpático, uma decoração bacaninha e uma geladeira com boas opções de cerveja completa o cenário.

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Ah! Para melhorar, às terças-feiras rola uma promoção para casais, que ganham 30% de desconto nos pratos.

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Mais uma boa opção em Curitiba, e esse hambúrguer com certeza já está na lista dos meus preferidos!

Projeto 365 dias: dia 07 – Solar do Barão ou “De traidor a herói da pátria – Resgate da memória do Barão do Serro Azul”

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Solar do Barão – Fotografia do site da Fundação Cultural de Curitiba

O texto é longo, mas justifico-me por tratar-se de uma história apaixonante. Aliás, como seria mais fácil – ao menos para mim – aprender sobre a História (com letra maiúscula) se, em vez de apresentada como uma série de datas e nomes de generais, ela fosse sempre contada assim: como a história da vida de pessoas de carne e osso, das escolhas que fizeram e as consequências que sofreram.

Hoje visitei um lugar ao qual não ia há muitos anos: o Solar do Barão, localizado na Rua Presidente Cavalcanti, no Centro de Curitiba. A visita já vale pelo simples fato de estar entre as paredes que abrigaram um grande homem, que teve participação relevantíssima na história do Paraná e de sua capital, e – por que não? – do próprio país. Além disso, o local abriga um complexo cultural que reúne diversas unidades relacionadas às artes gráficas: o Museu da Fotografia, o Museu da Gravura, o Museu do Cartaz e a Gibiteca. Várias exposições interessantes acontecem por lá.

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Gibiteca de Curitiba.
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Exposição no Museu da Gravura de Curitiba, um dos espaços culturais abrigados no Solar do Barão.

Não é um castelo medieval na Europa, mas a história que o Solar retrata tem algo de muito especial: ela é nossa. Vamos viajar ao passado então? Não sou historiadora, e sei que a História comporta diferentes visões para os mesmos fatos. Convido quem desejar a contribuir com outros fatos e pontos de vista e, especialmente, a me alertar caso haja algum equívoco no texto a seguir.

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Detalhe do Solar do Barão.

O Solar começou a ser construído em 1880, para servir de residência ao parnanguara Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. O projeto do palacete de três pavimentos é de autoria dos construtores italianos Ângelo Vendramin e Batista Casagrande, que idealizaram o edifício como um exemplar do ecletismo, estilo que mistura tendências arquitetônicas de períodos diversos.

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À direita, o Solar do Barão, construído em estilo eclético em 1880. À esquerda, o Solar da Baronesa, construído em 1894, seguindo o padrão estético do prédio principal.

A imponência da construção expressava o status social do Barão, importante empresário, político e intelectual da cidade. Fundador do engenho de erva-mate Tibagi, no bairro Batel, investiu também no setor madeireiro e foi um dos fundadores da Associação Comercial do Paraná. Visionário, absorvia as inovações tecnológicas que surgiam e não eram assimiladas pelas demais empresas ervateiras. Foi presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Curitiba, deputado provincial, suplente de juiz em Antonina, assessor do presidente Taunay. Dentre outras contribuições sociais da época, colaborou com as obras do Passeio Público, fundou a Imprensa Paranaense e foi fundador benemérito e primeiro presidente do Clube Curitibano. Integrou a comissão que recepcionou D. Pedro II, em visita a Curitiba, em 1880, ano em que recebeu o título de Barão do Serro Azul. Abolicionista convicto, comandou a campanha de arrecadação de fundos para a abolição da escravatura no município. São tão numerosos os seus feitos na política e na atividade empresarial que é preciso esclarecer que os aqui elencados representam apenas uma modesta parte de sua biografia. Aos 26 anos de idade, casou-se com sua prima Maria José Correia, conhecida como Nhá Coca, mulher culta e inteligente com quem teve três filhos: Efigênia, Maria Clara e Ildefonso.

Entre os anos de 1893 e 1895, o sul do Brasil serviu de cenário para os violentos combates da Revolução Federalista, iniciada no Rio Grande do Sul, travada entre os federalistas (maragatos) e os republicanos (chimangos ou pica-paus). Resumidamente, os federalistas, que queriam uma maior autonomia do Rio Grande do Sul, defendiam a criação de um regime parlamentarista, nos moldes do que existiu no Segundo Reinado, iniciado com a declaração de maioridade de Pedro de Alcântara. Os republicanos, por outro lado, defendiam um presidencialismo forte e centralizador, no estilo do Marechal Floriano Peixoto, que assumiu o governo após a renúncia do primeiro presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca.

Extrapolando as fronteiras gaúchas e avançando por Santa Catarina, em janeiro de 1984, os revoltosos decidiram invadir o Paraná, levantando a bandeira pela derrubada do presidente Marechal Floriano do poder. Pelo caminho, contaram com a adesão de parte da população local, especialmente os trabalhadores rurais, insatisfeitos com as condições de trabalho no campo.

Ao saber da proximidade dos maragatos, o então presidente do estado, Xavier da Silva, alegando problemas de saúde, pediu licença do cargo. Vicente Machado, o vice em exercício, transferiu a capital para Castro, sua cidade natal, e seguiu para lá imediatamente. Por fim, o general Pego, comandante militar da cidade, fugiu abandonando trens carregados de material bélico.

Abandonada por suas autoridades e pelas tropas legalistas, Curitiba passou a ser governada pelo Barão do Serro Azul, que assumiu o controle de uma Junta Governativa com o objetivo de preservar a ordem e garantir a integridade das famílias que ficaram na cidade. A passagem dos maragatos pela Lapa havia deixado, ao longo de 26 dias de sangrenta batalha, um saldo muito grande de mortos, e o Barão não queria que a tragédia se repetisse na capital paranaense.

Convocado pelos cidadãos, coube ao Barão fazer um acordo com os revolucionários para proteger a população de violências, saques e estupros. A Junta Governativa de Curitiba transformou-se em “Comissão para Lançamento do Empréstimo de Guerra”, arrecadando fundos para negociar a paz com Gumercindo Saraiva, líder dos maragatos.

Em maio de 1894, o Barão escreveria a seu irmão: “tenho consciência de que tudo quanto pratiquei, logo que o nosso Estado foi invadido pelas forças revolucionárias, somente obedeceu aos mais nobres e puros sentimentos. (…) Os tempos são de provações e eu a elas me subordino pacientemente”. Sua posição pacificadora, no entanto, rendeu-lhe o título de traidor entre os republicanos.

Quando os maragatos perderam a batalha, teve início a perseguição aos que contribuíram com a Revolução. Os quartéis, teatros e até escolas de Curitiba ficaram lotadas de presos, e, apesar da condenação pública, várias pessoas foram fuziladas.

O Barão e cinco companheiros foram presos: Prisciliano Correia, José Lourenço Schleder, José Joaquim Ferreira de Moura, Rodrigo de Matos Guedes e Balbino de Mendonça. Após alguns dias, em 20 de maio, às nove da noite, esses prisioneiros foram conduzidos à Estação Ferroviária, sob a alegação de que seriam levados ao Rio de Janeiro para seu julgamento pelo Conselho Militar. Infelizmente, não era esse o destino que seus algozes de fato lhes reservavam.

O trem parou no quilômetro 65, no Pico do Diabo, e os homens passaram a ser arrastados para fora. Mato Guedes atirou-se pela janela do trem, mas recebeu uma descarga da fuzilaria e rolou pelo precipício. Balbino de Mendonça agarrau-se ao vagão e teve os braços quebrados a coronhadas, sendo abatido a tiros de revólver. Um tiro na coxa da perna direita colocou o Barão de joelhos e ele propôs dividir sua fortuna com os oficiais da escolta se fosse poupado, mas foi fuzilado a seguir, junto com os companheiros restantes.

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Quadro histórico sobre a Revolução Federalista, concebido por Ângelo Agostini, destacando o fuzilamento do Barão do Serro Azul. Reprodução da Revista Carioca Dom Quixote, publicada em 1895. Coleção: Newton Carneiro.

Passaram-se alguns dias até que a notícia da execução chegasse a Curitiba. Conforme consta da emocionante carta da Baronesa do Serro Azul, enviada ao Barão de Ladário (cuja leitura na íntegra eu recomendo vivamente):

“Às esposas aflitas que procuravam o comandante militar para ouvir o desmentido da nova inverossímil, afirmava o general Everton Quadros, com sorrisos nos lábios e com mostras de sinceridade através das quais era impossível perceber um resquício de remorso, afirmava sob sua palavra de honra que os presos haviam seguido para o Rio. E quando a alma da população inteira foi se enchendo de opressão horrível ante as versões que corriam como um clamor de dies irae, deixando por sobre a Capital do Paraná a sombra pavorosa da agonia e do luto – o general, cuja espada viera restaurar a Lei, mandava que as bandas militares, com o som da música festiva, dispersassem os agouros que suspendiam a vida de um povo, como quem a gritos estridentes espanta uma corvada que fareja matanças! Ao mesmo tempo, senhor, fazia-se declarar às famílias das vítimas que não podiam cerrar as portas nem dar outras demonstrações de luto…”. 

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Trecho da carta da Baronesa do Serro Azul ao Barão de Ladário.

O coronel Ordine, junto com seis homens, foi ao local cinco dias após o fuzilamento, a fim de enterrar os corpos abandonados pela escolta, os quais encontrou mexidos, sem joias e alguns, inclusive, sem sapatos. Feito o reconhecimento dos mortos, os corpos do Barão e de seu amigo Prisciliano Corrêa foram enterrados à direita dos trilhos do trem, com a intenção de futuramente serem levados a Curitiba para um sepultamento mais respeitoso.

Um ano depois, a pedido da Baronesa, o coronel Ordine foi tratar com o comando do distrito militar e da polícia do estado a fim de trazer o corpo do Barão para ser sepultado em Curitiba. Como não havia registro oficial do fuzilamento, o pedido não foi recusado. Contudo, o diretor da Estrada de Ferro, Gastão Serjat, negou-se a liberar os cadáveres, que se encontravam em terras de sua propriedade.

Ordine contratou então o caboclo Joaquim Franco, conhecedor da Serra do Mar, para abrir uma picada em meio à mata fechada para conduzir a expedição clandestina que faria o resgate dos corpos. O caboclo morreu, picado por uma cobra, poucos quilômetros antes de terminar o serviço, que foi concluído por seus filhos.

Embora ameaçados pelos perigos da mata e correndo o risco de represálisas dos políticos de então, dez homens fizeram parte da corajosa expedição, que levou o nome de Amizade. A expedição partiu dia 2 de maio de 1895 e voltou com o corpo do Barão no dia 6. Prisci­liano foi resgatado depois porque, segundo documento da época, era muito grande. Os caixões haviam sido escondidos por Ordine numa Serraria, e de lá vieram para Curitiba com os dois corpos, ocultos em meio a 400 filetes de madeira com capim por cima, sendo levados ao Cemitério Municipal. A viúva finalmente conseguiu dar ao Barão o sepultamento digno que desejava.

Em 1894, para garantir os rendimentos da Baronesa, foi construída uma casa menor, ao lado do Solar do Barão, no terreno em que ficava o jardim, para servir de residência a ela e seus filhos. O Solar da Baronesa seguiu os mesmos princípios arquitetônicos do prédio principal, que passou a ser alugado. Entre 25/10/1902 e 06/1909, sediou a Loja Maçônica Grande Oriente do Paraná.

Em 1912, os imóveis foram incorporados à Fazenda Nacional e ocupados pelo Exército, passando a abrigar o quartel até 1973. Nesse ano, o Município negociou com o exército uma permuta desses bens com outro localizado no bairro Pinheirinho, para onde foi transferido o quartel. A Prefeitura contratou o arquiteto Cyro Corrêa de Oliveira Lyra, que, entre 1980 e 1983, coordenou o restauro do conjunto arquitetônico do Solar do Barão.

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Detalhe no teto de uma das salas do Solar do Barão.

O nome de Ildefonso Pereira Correia deixou de ser pronunciado por quarenta e quatro anos, tido como traidor da pátria. Seus atos foram banidos da história oficial do Paraná, documentos foram suprimidos e referências apagadas. O resgate de sua memória teve início entre 1940 e 1950, quando sua vida começou a ser investigada.

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Detalhe do Solar do Barão.

Em 1942, foi publicada a biografia “O Barão de Serro Azul”, de Leôncio Correia. Em 1973, publicou-se “A Última viagem do Barão do Serro Azul”, de autoria de Túlio Vargas. Com base nessa obra, foi produzido o filme “O Preço da Paz”, lançado em 2003.

A Lei nº 11.863 de 2008 inscreveu o nome de Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília. Foi o único paranaense, até hoje, a receber essa honraria.

Solar do Barão
Endereço: Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533 – Centro

Contato: (41) 3321-3367

Agendamento de visita guiada: (41) 3321-3275

Horário de funcionamento:
9h às 12h e 13h às 18 (2ª a 6ª feira) e 12h às 18h (sábado, domingo e feriado)

Saiba mais:

Conheça a história do Solar no site da Fundação Cultural de Curitiba.

Artigo: Nobre que deu vida pela paz tem heroísmo reconhecido, publicado em 31/01/2009 na Gazeta do Povo.

Artigo: Os ossos do Barão, publicado em 28/08/2010 na Gazeta do Povo.

Leia a íntegra da Carta da Baronesa do Serro Azul ao Barão do Ladário

Consulte o site da Fundação Cultural de Curitiba para conhecer os cursos que ela oferece. Alguns deles acontecem no Solar do Barão.

Biografia do Barão pela Federação Espírita do Paraná

Biografia do Barão na Wikipedia

As informações desse texto foram coletadas no Solar e nas fontes citadas acima. Todas as fotografias que ilustram esse texto são de minha autoria, exceto a primeira, extraída do site da Fundação Cultural de Curitiba. Para reproduzir, favor citar a fonte.

Projeto 365 dias: dia 06 – Rodízio de tapas no Restaurante Olivença

Marido e eu hoje fomos conhecer o Olivença Cozinha Ibérica, batizado em homenagem a uma pequena cidade na fronteira entre Portugal e Espanha, disputada entre os dois países durante séculos. Às terças-feiras, o restaurante oferece rodízio de tapas – petiscos típicos da culinária ibérica – por R$ 39,90 por pessoa.

O restaurante é bonito e bem decorado. Fazer reserva é quase indispensável. Nós decidimos ir meio em cima da hora, então não fizemos. Como chegamos cedo, fomos acomodados no balcão e, mais tarde, passamos para uma mesa que foi liberada. Nesse momento, porém, até o balcão já estava cheio.

No início, estávamos sendo ignorados pelos garçons – talvez por estarmos no balcão – mas fiquei bem satisfeita ao notar que o gerente estava presente e atento aos clientes. Ele logo percebeu que estávamos com os pratos vazios, perguntou se havíamos feito a opção por rodízio e como estávamos sendo atendidos, e a partir daquele instante não nos faltou mais comida. O atendimento em geral é muito bom, desde a hostess até os garçons.

A casa conta com uma extensa carta de vinhos, e algumas opções são vendidas em taças. Escolhi uma taça de Alento – vinho branco – por R$ 12,00.

E, finalmente, a comida: definitivamente, a qualidade e a variedade das tapas me surpreendeu. Absolutamente deliciosas! Polvo, camarão, bacalhau, queijo e outras delícias estrelam em montagens que agradam aos olhos e mais ainda ao paladar. Também estão no rodízio bolinhos de bacalhau, caldo verde e as ostras gratinadas com o molho mais saboroso que já provei.

Com certeza, um lugar para voltar!

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Programação cultural da semana – Curitiba – 30 de junho a 06 de julho

Fifa Fan Fest na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba
Fifa Fan Fest na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba

A fim de fazer coisas diferentes essa semana? Fique ligado no que está rolando na cidade! Como sempre, várias atrações são na faixa!

CINEMA

Para os apaixonados pela sétima arte, há várias atrações além do circuito comercial dos cinemas. Essa semana se encerra  a Mostra Do Prelo ao Pixel, que vai até 05 de julho, das 14h30 às 18h30, no Centro de Arte Digital – MuMA / Portão Cultural. A entrada é franca.

O Cine Guarani – Portão Cultural apresenta o Programa Cultura e Religiosidade Popular, um programa composto por quatro curtas-metragens de Geraldo Sarno e Eduardo Escorel. Vai até 30/07/2014, de terça a domingo, às 17h30, e a entrada  também é na faixa.

Para as crianças, também no Cine Guarani – Portão Cultural, ocorre a Exibição do programa ANIMAÇÕES INFANTIS, até 09/07/2014, de terça a domingo, 16h00. Entrada franca.

DANÇA

A semana toda vai ser recheada de opções para quem é fã de folclore internacional. No Guairão, vai ter Folclore Ucraniano Barvinok no dia 1º de julho; Folclore Centro Espanhol do Paraná no dia 2 de julhoJunak Folclore Polonês, no dia 3 de julhoOriginal Einighkeit Tanzgruppe – Isola Del Sole; no dia 4 de julho, e apresentação do Centro de Tradições Brasileiras Santa Mônica – Grego Neoléa no dia 5 de julho. As apresentações de folclore acontecem sempre às 20h30 e o preço único é R$ 25,00.

No Teatro Cleon Jacques, a dica é o espetáculo So you “really” think you can dance, até o dia 06 de julho, quartas e sextas às 9h30 e 14h30, terças, quintas e sábados às 20h, domingos às 19h. A entrada é franca.

 

EXPOSIÇÕES

Se você ainda não foi ver a exposição A Magia de Miró, na Caixa Cultural, não sabe o que está perdendo. A exposição vai até 20 de julho de 2014 (terça-feira a domingo), e a entrada é franca.

Também  até 20 de julho vai a exposição Encantos de España, na Casa de Leitura Miguel de Cervantes, na Praça de Espanha, com a participação de artistas brasileiros e espanhóis.

Confira também a programação do MON (Museu Oscar Niemeyer) (ingressos R$ 6,00 e R$ 3,00) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea do Paraná) (entrada franca).

FESTIVAIS

No clima da Copa, o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival de Aromas e Sabores, que vai até 13 de julho. Veja aqui a programação completa.

E por falar em Copa, essa semana essas são as atrações da FIFA Fan Fest em Curitiba:

1º de julho
11h30 – Grupo Ucraniano Poltava
15h05 – Fran Tenório
19h05 – Charme Chulo

04 de julho
11h30 – Hillbilly Rawhide
15h05 – Relespública
19h05 – Musik

05 de julho
11h30 – Audac
15h05 – Lou Dog
19h05 – Erasmo Carlos

Para entrar na Fan Fest é preciso retirar pulseiras no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, das 9 às 19 horas ou até acabar o estoque.

 

 

LITERATURA

Nem a literatura escapa do futebol durante a Copa do Mundo. A Casa da Leitura Osman Lins realiza até 11 de julho a Copa Literária, uma exposição de livros de autores dos 32 países que participarão da Copa do Mundo no Brasil, além de curiosidades sobre seus hinos. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30. Entrada franca.

MÚSICA

Quem disse que curitibano não tem samba no pé? Toda segunda-feira, no TUC (Teatro Universitário de Curitiba), rola o Samba do Compositor Paranaense, das 19h30 às 22h. A entrada é franca, só chegar.

Pra quem prefere os clássicos, tem Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná no dia 6 de julho, às 10h30, no Guairão. O preço único é R$20,00.

TEATRO

Ainda dá tempo de ver alguns espetáculos da Mostra Novos Repertórios, no Teatro Novelas Curitibanas, todos com entrada franca:

  • 01 e 02 de julho – Peça “Com Amor”, Teatro de Breque;
  • 02 de julho, às 16h – Mesa Redonda “Cinema como ferramenta da construção cênica”, Mediação de Nina Rosa Sá;
  • 08 e 09 de julho – Peça “Circo Negro”, pela CiaSenhas de Teatro;
  • 09 de julho, às 16h – Mesa Redonda “Dramaturgia fragmentada na construção da cena”, Mediação de Sueli Araujo.

Também no Novelas Curitibanas e também na faixa, você pode ver ainda a peça Um carvalho, até 20 de julho, às 20h.

A BALADA DO CÁRCERE DE READING, peça teatral baseada em texto de Oscar Wilde, fica em cartaz até 12 de julho, às 21h e 19h (domingos), no Teatro José Maria Santos. Preço único: R$ 40,00. No mesmo teatro você vê TEMPO DE SE CUIDAR, no dia 6 de julho, às 11h, por R$ 5,00.

Já no Miniauditório do Guaíra, por R$30,00, você pode ver Amor com humor se paga, de 3 a 13 de julho (quintas e sextas às 21h, sábados às 18h e 21h, domingos às 17h e 20h).

 

Gostou? Se você for a uma das atrações que viu aqui, conte pra gente! Se compartilhar em alguma rede social, marque o #tokaoki!