Sobre o processo criativo

Quando a gente se propõe a escrever com regularidade – seja por razões profissionais ou pessoais – não pode simplesmente contar com aquela inspiração sazonal, aquele momento em que a mente canaliza uma ideia vinda sabe-se lá de onde e que se converte em palavras fluindo através de nossos dedos. E aí, o que você faz quando seu prazo está chegando e você não tem ideia do que escrever?

Você pode, por exemplo, escrever um texto sobre o processo criativo.

Algumas dicas que já me serviram para vencer a paralisia diante da tela em branco:

  1. Começar pelo ambiente. Descrever o lugar em que estou, por exemplo. “O espaço da grande sala é dividido apenas pela disposição dos móveis. O piso claro e as três grandes janelas, que recortam a parede de um extremo ao outro, aumentam a sensação de amplitude. Um gato se espalha preguiçosamente sobre o topo do espaldar do sofá vermelho”. Pode ser um começo. É claro que, para isso virar ficção e, principalmente, uma ficção interessante, é necessário desenvolver um conflito, mas fazer isso a partir de um parágrafo qualquer pode ser mais fácil.
  2. Também a partir da observação do ambiente, contar a história de um objeto. Em meu conto Jota Peg, eu falo sobre um álbum de fotografias. Essa ideia surgiu porque, sobre minha mesa de trabalho, no meio da minha bagunça, está um álbum da minha tia, que eu peguei para digitalizar suas fotografias. IMG_1653.jpg
  3. Por falar em bagunça, algumas pessoas precisam de um ambiente perfeitamente organizado para se sentirem produtivas. Outras se viram melhor na bagunça. Eu sou mais do segundo grupo, gosto de ter livros, cadernos, objetos, referências, tudo ao meu redor. Mas quando a desorganização é demais, também me bloqueia. Então, no meio de uma crise de criatividade, se estiver tudo arrumadinho demais, bagunce. Se estiver bagunçado demais, arrume.
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    Bagunça no ponto
  4. Ouvir a música certa para criar o clima. Eu gosto muito de música instrumental para escrever. Mas cada tema exige a trilha sonora adequada. Ainda falando do Jota Peg, comecei ouvindo o álbum Symphonies Nos. 1 and 2 da Ukraine National Symphony Orchestra. Mas, conforme o tom da história foi se revelando, eu parti para playlists chamadas “Coração Partido”, “Alone Again” e “Bad Days”.

  5. E, claro, o bom e velho pânico de última hora!305346_246012265446820_210286542352726_647653_459745339_n

Gostou? Espero que possa ajudar. E você, tem alguma dica testada e aprovada para compartilhar? Conte para mim nos comentários!

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As atrações mais concorridas nos Parques da Disney – Use FastPass+

Como eu disse no post anterior, algumas atrações dos Parques da Disney são super concorridas, e reservar o FastPass+ para elas pode fazer toda a diferença no seu dia. Veja a seguir as atrações que costumam ter as maiores filas, e selecione quais delas são imperdíveis para você.

Magic Kingdom

  • Seven Dwarfs Mine Train: é uma montanha-russa bem tranquila, sem loopings ou quedas assustadoras, própria para crianças. Mas o Magic Kingdom todo é um parque que não vale a pena ser visitado se você: (a) não estiver acompanhado por crianças; ou (b) não estiver disposto a voltar a ser criança por um dia. Essa é uma atração nova (inaugurada em maio de 2014), e as filas são enoooormes. Não reservei FastPass+ para ela e fiquei uma vida na fila. Se você não reservar e quiser conhecê-la, faça assim: chegue bem cedo no parque e vá correndo para lá.
  • Space Mountain: essa é a montanha-russa mais emocionante desse parque, embora ainda não possa ser considerada super radical. É fechada e, embora não atinja uma velocidade muito alta, a iluminação causa a ilusão de uma aceleração maior. Foi uma das minhas opções de FastPass+.
  • Splash Mountain: um clássico da Disney, sempre concorrido. A placa na entrada avisa que você poderá se molhar (eu saí seca, mas não sentei na primeira fila). Reservei um FastPass+ para ela, num dos primeiros horáriose, ao chegar lá, fuen-fuen-fuen… Estava em manutenção. Recebemos no aplicativo uma mensagem dizendo que poderíamos substituir por outro FastPass+ ou usar na própria atração mais tarde, e foi o que fizemos.

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    Splash Mountain – marido e eu somos os últimos do carrinho, com os braços erguidos.
  • Big Thunder Mountain: outra atração tradicional e sempre concorrida. Também é tranquila, sem loopings, mas é divertida, com gosto de infância. Reservei FastPass+ para ela com antecedência também.
  • The Haunted Mansion: fomos à Mansão Mal-Assombrada sem FastPass+. Pela manhã a fila estava curta. À tarde estava enorme. É uma atração bem legal pelos efeitos especiais. Pode ser assustadora para crianças pequenas.

Não posso opinar muito sobreoutras atrações mais infantis. Vi que a It’s a Small World  e a Peter Pan’s Flight tinham filas bem longas. Para quem vai com crianças que queriam encontrar com as princesas, pode valer a pena reservar um FastPass+ para isso. Em razão do estrondoso sucessode Frozen, o encontro com Anna e Elsa está super disputado.

Hollywood Studios

Nesse parque, as atrações são divididas em dois grupos, sendo possível selecionar uma atração do primeiro e duas do segundo.

  • Grupo 1: nesse grupo estão a ToyStory Midway Mania e a Rock ‘n’ Roller Coaster (a montanha-russa do Aerosmith). A primeira atração é infantil, mas é divertida, e as filas são sempre quilométricas. A montanha- russa, embora seja uma das três atrações mais legais do parque, e uma das melhores montanhas-russas da Disney, não tem filas tão longas. Reservei o FastPass+ para o Toy Story. Consegui ir na Rock’n’Roller três vezes! A primeira logo que chegamos ao parque, de manhã cedo. Depois de usarmos nossos três FastPasses+, reservamos um para a montanha-russa no meio da tarde. E depois que saímos do Fantasmic ela não tinha filas, e lá fomos nós de novo! ❤
  • Grupo 2: nesse grupo escolhemos o Star Tours (simulador do Star Wars) e The Twilight Zone Tower of Terror (a Torre do Terror). As duas atrações são in-crí-veis e ambas têm longas filas. Apesar disso, também conseguimos ir três vezes na Torre (a primeira ao chegar ao parque, logo depois da Rock’n’Roller, que fica ao ladinho, a segunda usando nosso FastPass+ e mais outra no final do dia).
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No elevado da Torre do Terror – a moça de regata vermelha e boné preto de braços para o ar (pra variar) sou eu.

Epcot

Nesse parque as atrações também são divididas em dois grupos.

  • Grupo 1: dentre outras atrações menos concorridas, estão nesse grupo o Soarin’ (simulador de asa-delta sobrevoando a Califórnia) e o Test Track da Chevrolet/General Motors, que simula os testes realizados pela fábrica. Eu escolhi o Soarin e valeu a pena, pois a fila estava gigantesca. Mesmo com o FastPass+ esperamos uns 15 minutos. No Test Treck pegamos a fila para Single Riders (depois falo sobre isso) e foi rapidinho.
  • Grupo 2: é possível escolher duas atrações desse grupo, que conta com a Mission Space (simulador espacial), e a Spaceship Earth, uma viagem dentro do famoso globo que é o símbolo do parque.

Animal Kingdom

  • Kilimanjaro Safaris Expedition: agendamos esse FastPass+ para o primeiro horário disponível. Aqui você faz um safari num grande veículo, e quanto mais cedo, mais fácil ver os animais, que, segundo alguns relatos na internet, se recolhem para a sombra e repouso quando o sol fica mais forte.
  • Dinosaur: uma atração bem concorrida em que você é convidado a ajudar um cientista bocó a voltar no tempo e capturar um dinossauro. Eu achei meio bobinha (questão de gosto), mas os efeitos são legais e as filas são longas.
  • Expedition Everest: absolutamente imperdível para quem curte montanha-russa. Essa e a Rock’n’Roller Coaster são as mais legais dos parques da Disney.
  • Kali River Rapids: prepare-se para se molhar. É um rafting tranquilinho, só tem uma queda e ela é bem light, mas eu saí ensopada. Tem um lugar no centro do “bote” para guardar as bolsas em segurança, mas é bom, mesmo assim, levar uma sacola para protegê-la. Os mais precavidos vão de capa-de-chuva.

O Animal Kingdom tem algumas outras atrações legais, como o filme em 3D “It’s Tough to be a Bug!” e o musical “O Rei Leão”, mas fomos sem FastPass+ sem dificuldades.