12 razões para amar TEDTalks

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Mesmo que nunca tenha me visto na vida, se for um observador atento, talvez você já tenha reparado que sou uma grande entusiasta do TEDTalks. As coisas que aprendo lá muitas vezes me servem de referência.

Como já contei antes, TED  é o acrônimo para Technology, Entertainment, Design (em português, Tecnologia, Entretenimento, Design). É uma fundação estadunidense sem fins lucrativos, que organiza conferências destinadas à disseminação de boas ideias. Os vídeos variam entre 3 e 20 minutos, mais ou menos, e o acesso a eles é gratuito pela internet. Diversos vídeos possuem legendas em português e outras línguas. E vários estão disponíveis no Netflix para quem é assinante.

O conteúdo, que inicialmente tinha maior ênfase em tecnologia e design, hoje cobre temas que abrangem praticamente todos os aspectos de ciência e cultura. Entre os conferencistas, estão diversos ganhadores do Prêmio Nobel, personalidades como Sheryl Sandberg (a chefe operacional do Facebook desde 2008), Isabel Allende (jornalista e escritora chilena), Madeleine Albright (primeira mulher a ocupar o cargo de Secretária de Estado dos Estados Unidos), Bill Clinton (ex-presidente dos Estados Unidos), Sting (músico, cantor e ator inglês), os fundadores do Google, muitos outros famosos e também gente incrível de quem você nunca ouviu falar.

Eu sei que você não me pediu nenhum conselho, mas se eu puder dar uma dica que pode mudar sua rotina para melhor, é essa: vicie em TEDTalks você também. Já faz tempo que assisto a no mínimo um vídeo por dia. Como são curtinhos, vejo um ou dois enquanto tomo meu café da manhã e me arrumo para trabalhar. À noite, muitas vezes vejo mais. Ainda tem dias em que não resisto e assisto a mais um ou outro na hora do almoço.

Já vi mais de uma centena de vídeos. E dá para contar nos dedos os que não valeram a pena. Então, se você já não é um “TED-maníaco”, dê-se essa oportunidade. Há quem aponte defeitos diversos no TEDTalks, mas é evidente que, quanto maior o sucesso e a popularidade de uma realização, mais ela se tornará alvo de críticos que não pretendem fazer melhor.

Vão aí doze motivos para amar TEDTalks:

1. É estimulante. Tanto quanto uma boa conversa com um amigo muito inteligente.

2. Coloca seu cérebro para trabalhar. Faz você pensar mais sobre novos jeitos de ver e fazer as coisas.

3. Faz você parecer (e ser) inteligente. Rende assunto para conversar de verdade com seus amigos inteligentes.

4. Coloca você em contato com grandes mentes. Dúzias de pessoas incrivelmente talentosas, atuantes nas mais diversas áreas, viajam de diversas partes do mundo às conferências de TED para falar sobre o trabalho delas, e você pode conhecer isso tudo.

5. É de graça. Custa uma pequena fortuna participar presencialmente de uma conferência de TEDTalks. Em outubro desse ano, haverá uma no Rio de Janeiro, e a inscrição custa US$ 6,000 (seis mil dólares americanos). Mas você pode ver TODOS os vídeos de graça, em alta resolução, na sua casa.

6. O conteúdo é simplificado. Alguns críticos de TED acreditam que as palestras simplificam demais assuntos complexos. E isso não é incrível? Se você quiser, em poucos minutos pode aprender mais do que jamais saberia sobre conexões neurais, por exemplo, graças a um profissional obcecado pelo assunto, que dedicou a vida toda a estudar isso. É evidente que seu conhecimento será infinitamente menor que o dele, mas será muito maior que era antes de ver a palestra. E pode ainda despertar seu interesse por algo inédito.

7. Aprenda com quem tem o conhecimento prático. Os palestrantes de TED são, em geral, praticantes do que ensinam. Não dão aulas abstratas, mas sim contextualizadas em suas histórias e experiências. Na maior parte das vezes, eles não ensinam, eles fazem. Você pode aprender sobre depressão e autismo, por exemplo, não só com psicólogos e psiquiatras, mas com pessoas diagnosticadas com depressão e autismo!

8. É rápido. Como já disse, há vídeos de apenas 3 minutos.Os mais longos que já vi tinham em torno de 23. Ou seja, falta de tempo não é desculpa para não aprender.

9. É prático. Você só precisa ter conexão à internet para acessar onde e quando quiser.

10. Você decide o que quer aprender. O formato dos vídeos – curtos, simples e diretos – permite que você mesmo direcione seu aprendizado, escolhendo qual palestra quer ver e quando. É mais fácil absorber o conhecimento quando você decide o momento de colocá-lo em prática.

11. Abre sua mente. Ao ver gente incrível sustentando opiniões totalmente diferentes da sua, há chances de você mudar de ideia (por que não?) ou pelo menos respeitar e até defender quem pensa de outro jeito.

12. Incentiva você a perseguir seus sonhos. Ver histórias de pessoas que não desistem diante de obstáculos, lutando até atingir seus objetivos, é inspirador.

E você, já viu seu TEDTalk de hoje? Vai lá:

Site oficial: http://www.ted.com/

Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/TEDtalksDirector

Canal no Youtube de vídeos em português: http://www.youtube.com/user/TedTalksPortugues

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Visite a Residência Belotti em Curitiba

icontokaoki-transparentbackground faixaConstruída em 1953 para o casal Medoro e Nine Belotti, a residência Belotti foi uma das primeiras da corrente modernista em Curitiba, e foi projetada pelo arquiteto Lolo Cornelsen.  A casa passou quase 10 anos abandonada, até ser inteiramente restaurada. Até o dia 1º de junho, ela está aberta para visitação pública, bastando doar um quilo de alimento não-perecível, que será doado a entidades beneficentes. É praticamente na faixa, né? No mesmo local, também estão expostas obras da artista Zélle Bittencourt.

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Foto do quintal da residência Belotti
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A única coisa que não foi possível restaurar foi a vista original: em 1953, dessas janelas era possível enxergar até a Praça Osório!
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Construção da residência Belotti. Foto do site do arquiteto Lolo Cornelsen.
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O portão, com padronagem igual à de um painel da casa, foi desenhado por Lolo Cornelsen especialmente para a residência Belotti.
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Pisos originais restaurados.

O horário de visitação é das 13h às 19h, de 12/05 até 01/06. A casa fica na Rua Dr. Faivre, 621, próxima da Reitoria da UFPR, no Centro de Curitiba. Corre que ainda dá tempo! 

A Magia de Miró em Curitiba

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Eu já falei aqui sobre a importância de fazer coisas diferentes e até dei uma lista de 30 sugestões custando pouco ou mesmo nada. Para continuar contribuindo, de vez em quando vou dar dicas aqui de coisas legais rolando por aí, especialmente (mas não somente) em Curitiba, onde vivo.

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Miró na inauguração de sua exposição na Galeria Theo, Madrid, 1978

A dica de hoje é a exposição “A Magia de Miró”, que acontece na Caixa Cultural Curitiba entre 21 de maio e 20 de julho de 2014. Miró1


A exposição, que já passou por galerias e museus de São Paulo, Europa, América e Oceania, conta com 69 obras – algumas inéditas! – do artista espanhol e 23 fotografias em preto e branco de Miró registradas por Alfredo Melgar. E o melhor: a entrada é na faixa!

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Na casa de Miró em Son Abrines, 1980. Da esquerda para a direita: Jacques Dupin, Carlos Franqui, Baruj Salinas, Luigi Carluccio e Joan Miró.
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Miró dedicando a grande tela doada à cidade de Montecatini Terme, 1980.

O que mais gostei da exposição foi de ter a oportunidade de adentrar o universo criativo do artista e compreender um pouco desse processo. Além de obras de diversas fases de sua produção, são exibidos esboços e notas feitos sobre embalagens, pedaços de papelão, papel kraft, envelopes selados etc.

É interessante observar a urgência da criatividade: quando a inspiração surge, um lápis ou giz de cera reproduzem a imaginação sobre qualquer superfície que esteja disponível. Deixar para depois pode ser tarde demais.

Ao observar o colorido abstrato numa tela de cores intensas, é difícil imaginar que, até atingir aquele resultado, o artista fez uma série de experimentações. Em alguns casos, os mesmos grafismos se repetem em diferentes telas assumindo, de acordo com as cores que os acompanham e até mesmo a posição em que se encontram, personalidades diversas: uma cascata, uma luta ritual ou uma amazona.

 

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Miró olhando a Miró I, 1983. Tinturas Kodak sobre papel fotográfico. Intervenção de Miró sobre uma foto de A. Melgar.

Sobre o artista (extraído do site da Caixa Cultural)

Nascido em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893, Miró é um dos mais renomados artistas da História da Arte Moderna. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí. Em suas pinturas e desenhos, tentou descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas, sendo influenciado principalmente por Paul Klee.

Miró também trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. A partir de 1948, entre Espanha e Paris, realizou uma série de trabalhos de conteúdo poético com variações temáticas sobre mulheres, pássaros e estrelas, entre eles esculturas. Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim pelo mural que realizou para o edifício da UNESCO, em Paris. Miró morreu em Palma de Maiorca, na Espanha, em 25 de dezembro de 1983.

Sobre Alfredo Melgar:
O curador da mostra Alfredo Melgar Alexandre (Madrid, 1944), XIII conde de Villamonte, foi médico rural e professor da Cruz Vermelha, atuou como médico voluntário dos campos de refugiados do Oriente Médio e viajou pela América, África, Ásia e Europa trabalhando, alternadamente como médico e fotógrafo. De volta à Espanha, em 1980, fundou a editora e galeria de arte Alfredo Melgar, produzindo portfólios de pintura, música e poesia. De 2003 a 2008 foi Presidente da Associação Espanhola de Gestores do Patrimônio Cultural (AEGPC). Hoje, Melgar vive em Madrid, realizando trabalhos de edição, produção e direção de exposições e eventos culturais.

Após a temporada em Curitiba, a exposição segue para as unidades da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (28 de julho a 28 de setembro de 2014), Recife (7 de outubro a 7 de dezembro de 2014) e Salvador (16 de dezembro de 2014 a 8 de fevereiro de 2015).

Serviço:
Exposição: “A Magia de Miró”
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Data: de 21 de maio a 20 de julho de 2014 (terça-feira a domingo)
Horário: de terça a sábado das 9h às 20h e domingo das 10h às 19h
Ingressos: Entrada franca
Informações: (41) 2118-5114
Classificação etária: Livre para todos os públicos

*Todas as imagens que ilustram esse post foram extraídas do lindo programa da exposição, de distribuição gratuita.