Relato de parto do Igor

Muita gente me disse. Até eu disse a mim mesma, desde antes de engravidar: não compare uma gestação à outra, não compare um parto ao outro. Psicologicamente, meus principais esforços ao longo da segunda gravidez foram esses: não comparar e não criar expectativas. No que se refere às expectativas, eu nutri apenas uma, a de ser respeitada. No meu chá de bênçãos, minhas amigas expressavam seus desejos para o meu parto. “Acredite em você, acredite no seu corpo. Confie, se entregue”. Eram desejos válidos e bem-vindos, mas no fundo eu pensava: “eu já acredito em mim, sempre acreditei”. Eu já não duvidava de mim no primeiro. No segundo, então, eu sabia que meu corpo tinha a memória de como parir. Isso não me preocupava.

 

Uma amiga, a Tati, leu meu pensamento ao dizer: “tudo que desejo é que você seja respeitada”. Era só isso que eu queria, que me respeitassem e que meu bebê nascesse em segurança (e eu sabia, por experiência, que esse segundo desejo dependia diretamente do primeiro).

 

No que se refere às comparações, eu bem que tentei evitar, mas não tem como. Porque tomamos nossas decisões com base em nossas experiências. Por isso, preciso contar pelo menos três coisas sobre meu primeiro parto.

 

A primeira é que eu queria que o Ivan nascesse em casa, num lindo parto domiciliar planejado, assistido por uma equipe em que eu confiava. Mas deu tudo errado e ele acabou nascendo num parto hospitalar, com uma péssima assistência, e com a prática de violência obstétrica que colocou em risco a minha vida e a dele, que passou os primeiros 12 dias de vida na UTI.

 

A segunda é que meu TP (trabalho de parto) foi extremamente longo e exaustivo. Os pródromos iniciaram no dia da minha DPP (data provável de parto), 16/05, com contrações dolorosas e irregulares que me mantinham acordada a noite toda, e espaçavam até desaparecer durante o dia. Isso durou 3 dias. Na sexta-feira, 20/05, tive contrações regulares (3 a cada 10 minutos) o dia inteiro. À noite, eu estava com 9 cm de dilatação e um rebordo de colo. Minha bolsa foi rompida artificialmente num exame de toque por volta das 7h da manhã de sábado. A dilatação continuou paralisada aí, mesmo com muita ocitocina sintética que recebi no hospital, e o Ivan nasceu somente às 16h45 de sábado, dia 21/05. Ou seja, passei mais de 17 horas com 9 cm de dilatação, e cerca de 10 horas com a bolsa rota.

 

A terceira coisa sobre meu primeiro parto é que eu ouvi de algumas pessoas (direta ou indiretamente) que o “meu problema” era querer controlar tudo. Que eu não me entregava. Esse julgamento, somado à culpa que eu sentia – por ter feito escolhas que se revelaram ruins, por não ter conseguido evitar o sofrimento do meu filho – e a todo o trauma que derivou da situação que vivemos, foi um peso que carreguei por 2 anos e 7 meses. Muito mais do que imaginar se por acaso meu filho não havia encaixado direito, se exercícios ou alguma manobra teriam me ajudado, se analgesia teria resolvido, ou mesmo se eu deveria ter ido para uma cesárea (que me foi recusada, assim como a analgesia), eu me questionava se o parto tinha sido tão longo e difícil por minha culpa. Porque eu não tinha ido para a “partolândia”, porque não virei um animal selvagem em conexão com a terra e as forças cósmicas, porque sou racional demais.

 

Com base nessa experiência, a única coisa que planejei para a chegada do Igor foi que seria um parto hospitalar, assistido pelo Dr. Álvaro, obstetra da minha confiança. Eu sabia que, com ele, caso precisasse de alguma intervenção, ela seria feita no melhor momento possível, a fim de garantir a nossa segurança. E que minha vontade seria ouvida e levada em consideração em qualquer decisão que precisasse ser tomada.

 

Dessa vez não teria nem doula. Se as condições financeiras permitissem, talvez seria na suíte de parto da maternidade. Pagamos a taxa de disponibilidade do médico e era somente com ele que eu contava. Já no final da gestação, surgiu a maravilhosa oportunidade de receber o acompanhamento pré-hospitalar da Raquel, enfermeira obstetra que é, além de excelente profissional, uma amiga muito querida. Ela viria para minha casa quando eu entrasse em TP, e me examinaria e acompanharia até a maternidade quando fosse a hora. Era a minha segurança de que eu não iria nem cedo nem tarde demais, mas sim no momento certo.

 

Minha DPP era 12/12, e até esse dia eu não senti nenhum sinal de que o parto se aproximava. Já em 16/12, levamos o Ivan à Casa do Papai Noel em São José dos Pinhais, como parte das atividades do Calendário do Advento. Caminhando por lá, comecei a sentir contrações/cólicas dolorosas no baixo ventre. Elas continuaram por toda a noite. No dia seguinte, 17/12 (40 semanas e 5 dias, mesma idade gestacional que tinha o Ivan quando nasceu), usei muito óleo essencial de sálvia esclareia e fiz exercícios de baby spinning que a Raquel me ensinou. À tarde, tive consulta com meu obstetra. Ele atrasou para me atender, e minhas contrações estavam já mais frequentes e bastante intensas. Ele me fez duas perguntas antes do exame de toque. Primeiro quis saber, de 1 a 10, qual a intensidade da minha dor. Falei que era 7 e ele disse que não era possível, que eu não tinha cara de quem estava com tanta dor. Respondi, um pouco grosseira: “não discuta comigo, homem!”. A segunda pergunta foi quanto eu achava que tinha de dilatação naquele momento (por volta de 16h15), e eu respondi que uns 4 cm. Ele fez o toque e disse: “2 cm de dilatação, colo bem posterior, a cabecinha do neném tá aqui do lado ainda. Vamos aguardar. Amanhã de manhã você me diz como está. Se eu estiver na maternidade você vai lá pra eu te examinar, se não você vem aqui”. Saí desanimada com a perspectiva de outro TP longo e cansativo. O Dr. Álvaro se despediu dizendo que não valia a pena eu ficar caminhando, agachando, fazendo muitos exercícios, porque minhas contrações estavam bastante intensas, e a dilatação não estava acompanhando. A dica dele era eu relaxar, descansar na medida do possível, poupando energias para a fase seguinte do TP. Saímos do consultório e fomos comer um doce numa confeitaria.

 

Quando cheguei em casa, enchemos a piscina de água quentinha, fiz um mix de óleos essenciais no difusor, seguindo minha intuição (acho que foi lavanda, capim limão e sálvia esclareia), coloquei no pescoço o colar feito para mim no meu chá de bênçãos, botei minha playlist pra tocar e esqueci do mundo. De vez em quando o André, que tirou o dia para trabalhar de casa, vinha verificar se eu estava bem e viva. De repente, comecei a sentir muita dor na lombar e decidi que era hora de sair dali.

 

Às 20h15, senti que estava próximo. Mas, sei lá por que razão, eu tinha medo de estar errada, de incomodar as pessoas e o parto ainda levar horas para acontecer. Mandei mensagens para a Raquel, avisando que as contrações estavam longas, a dor muito intensa, que também tinha bastante dor na lombar e pressão no períneo, como se fosse fazer cocô. Ela respondeu que iria jantar e sairia de casa por volta de 21h30, a não ser que eu achasse que era melhor ela sair naquela hora mesmo. Eu senti vontade de dizer: “POR FAVOR, VENHA JÁ!”, mas novamente aquele medo de ser cedo demais me fez calar.

 

Em casa, meu comportamento também não deu ao meu marido a real dimensão do que eu estava sentindo. Quando eu percebi que precisávamos ir logo para a maternidade, pedi a ele que falasse com a Raquel para saber se ela estava chegando, caso contrário nos encontraríamos na maternidade mesmo. E fui me maquiar. Isso mesmo, eu não queria parir com as olheiras que eu estava. Prioridades, hahahaha… Terminei de me arrumar e ajeitar minhas coisas entre contrações fortíssimas, perguntei a ele se tinha falado com a Raquel, e ele, absurdamente calmo:

 

– Mandei mensagem, ela nem visualizou ainda.

– ENTÃO LIGUE, HOMEM!

 

Minha mãe, que tinha vindo para minha casa para cuidar do Ivan, estava visivelmente preocupada e querendo que fossemos logo. O Ivan estava dormindo profundamente (acordou de madrugada naquele dia e não conseguiu mais dormir, nem fez soneca durante o dia). O André bem tranquilão, só de cueca diante do computador.

Eram 21h38 quando o André falava ao telefone com a Raquel, que estava ainda saindo de sua casa, em São José dos Pinhais. Eu moro nas Mercês, e avisei o André que então não daria pra esperar. Às 21h39, tive uma contração muito forte e me agachei em frente ao meu sofá. Minha lombar doía muito, pedi ao André que massageasse, mas ele massageou com tanta força que senti mais dor ainda, e eu gritei pra ele sair dali e colocar uma roupa (sim, ele continuava de cueca). Minha mãe engrossou o coro de “VAI COLOCAR UMA ROUPA” e assumiu o posto da massagem (com mais delicadeza). Naquela contração intensa, minha bolsa rompeu e eu gritei para avisar o André, que, por sua vez, avisou a Raquel. Eu mandei um áudio para o Dr. Álvaro, avisando que estava com bolsa rota, muita dor, e indo para a maternidade.

 

O André se vestiu e colocou no ouvido os fones sem fio para seguir falando com a Raquel. Ela perguntou se eu conseguia andar. Com muita dificuldade e com a ajuda do André, fiquei de pé e tentei caminhar, mas era quase impossível. Dei uns dois passos em direção à porta e percebi que não havia a mínima chance de chegarmos em tempo na Maternidade Curitiba. Em instantes, analisei minhas alternativas, perguntando-me se daria tempo de chamar uma ambulância, ou talvez de chegar até o Hospital Nossa Senhora das Graças, que fica a duas quadras da minha casa (ideia que me apavorava, pois a médica que praticou violência obstétrica no meu primeiro parto é plantonista no Graças). Logo senti que outra contração forte estava vindo e concluí que não dava tempo de chegar nem no elevador. Não lembro exatamente das palavras que gritei para comunicar isso, mas minha mãe saiu correndo e voltou com muitas toalhas (só faltou trazer água quente para ser igual aos filmes! Alguém aí sabe para que eles usam a água quente nos partos domiciliares dos filmes? Até hoje não entendi).

 

O André me ajudou a me abaixar de novo, quase na porta de casa, enquanto eu dizia que o bebê já ia nascer. A Raquel orientava o André pelo telefone, enquanto seu marido dirigia nervoso e emocionado, ouvindo tudo no viva-voz do carro. Ela perguntou se o André conseguia ver alguma coisa, o cabelinho do bebê, sua cabeça. Ele respondeu que não estava vendo nada, e eu gritei (sim, eu fico bem agressiva em TP, aparentemente não consigo falar, só gritar):

 

– CLARO QUE VOCÊ NÃO TÁ VENDO NADA, EU TÔ DE CALCINHA, HOMEM!

– Tá bom, eu vou rasgar!

– Não precisa rasgar, vou ficar de quatro apoios e você abaixa.

– Tá bom, tô rasgando.

– NÃO PRECISA RASGAR, HOMEM, SÓ ABAIXA A CALCINHA!

– Pronto, rasguei desse lado, já vou rasgar do outro!

– NÃO PRECISA RAS…

– Pronto, pronto, já rasguei aqui também! Tô vendo o cabelinho dele!

 

Eu, revirando os olhos pensando na calcinha rasgada, senti que era a hora e gritei:

 

– Ele vai nascer! Segura meu neném! Não deixa ele cair!

– Eu vou segurar! Eu vou segurar!

 

A contração veio com tudo e a cabeça do Igor saiu. O André ia falando para a Raquel e ela dizendo para ele ficar calmo, que na próxima contração sairia o resto do corpinho e que era para ele me lembrar de respirar. Minha mãe à beira de um ataque cardíaco. O André berrava para ela:

 

– FICA CALMA, MARIA!

 

E para mim:

 

– RESPIRA! RESPIRA!

– EU TÔ RESPIRANDOOO!

 

Muito pouco tempo depois, avisei que ele estava vindo. Mais uma contração e o André o segurou nos braços. Minha mãe avisou que havia uma circular de cordão, que o André desenrolou antes de entregá-lo para mim. Eu continuava sentindo a mesma pressão no períneo, e não conseguia sentar direito. Minha mãe sentou atrás de mim para eu apoiar minhas costas nela. Eu segurava o Igor e, inundada por uma onda gigantesca de ocitocina e adrenalina, sentia a mais absoluta certeza de que tudo ficaria bem. E tentava acalmar minha mãe e o André, que choravam e tremiam emocionados.

P_20181217_214932
Imagine como estavam as olheiras antes da maquiagem

O Igor tossiu e em seguida chorou, o que me tranquilizou ainda mais. O tônus muscular era evidente, ele estava todo durinho, segurando meu dedo com força em sua mãozinha. O corpinho coberto de vérnix, e um pouco de mecônio que certamente saiu apenas no momento em que ele nascia, porque quando minha bolsa rompeu (6 minutos antes), o líquido amniótico saiu cristalino. Sim, entre o rompimento da bolsa e o nascimento dele, passaram-se 6 minutos. Às 21h45 ele estava no meu colo, olhando para mim com olhinhos atentos, eu sentindo o cheirinho dele. Menos de 5 minutos depois, ele estava mamando no meu peito. Bônus: não fiz cocô durante o parto, o que teria sido especialmente chato de limpar no piso da minha sala. Decidimos esperar a Raquel chegar. Minha mãe ligou para o Dr. Álvaro:

 

– O bebê nasceu!

– Como assim? Nasceu onde?

– Na porta de casa! Não deu tempo de sair!

– Mas a Raquel tá aí, né?

– Não chegou ainda.

– E quem tá aí então???

– Eu e meu genro.

IMG_5913
Já nasceu sabendo mamar
9b927e52-b787-40be-a90b-22efc393fd18
Ufa, minha mãe sobreviveu

O Dr. Álvaro avisou que nos esperaria na maternidade. Algum tempo depois, chegou a Raquel, que tantas vezes já fez o papel de “anja” no meu maternar e gestar, e agora virou também nossa coach de parto, orientando o André à distância e em tempo real. Ela examinou o Igor, confirmando que seu estado era perfeito. Em seguida, ajudou-me a vestir uma calcinha absorvente, deixando o cordão umbilical para cima (não clampeamos nem cortamos). Troquei de roupa e fomos para o carro dela. Seu marido nos levou para a maternidade. O Igor mamou o tempo todo, desde a minha casa, no elevador, no carro, até chegarmos na Curitiba, onde o Dr. Álvaro nos aguardava literalmente na porta, acompanhado de duas enfermeiras. Sentei numa cadeira de rodas e fomos para uma salinha onde eu fui examinada, o cordão foi clampeado e eu mesma o cortei. Após um tempo, dequitei a placenta, íntegra. Sem sofrimento, sem pressa. Tive duas lacerações e precisei levar pontos em uma delas, após a anestesia local. O André estava cuidando da burocracia do internamento, e a Raquel me emprestou sua mão para eu segurar (ou esmagar) nos momentos de dor.

IMG_5938
Minha anja Raquel, meu marido, amor e parteiro, André

A assistência do Dr. Álvaro, contrariando nossos planos, foi reduzida a esses cuidados após o parto, além da dica para relaxar em vez de me movimentar naquelas horas que o antecederam. Essa orientação se revelou perfeitamente acertada. Tenho certeza de que aquelas horas na piscina serviram para amenizar a dor das contrações enquanto a dilatação acontecia sem eu perceber. Não fosse pelo Dr. Álvaro, eu teria me dedicado a andar, subir e descer escadas, agachar e levantar, porque sempre ouvi sobre a importância do parto ativo, que os exercícios ajudam a induzir naturalmente e facilitar o trabalho de parto. Mas, de fato, na minha experiência anterior, eu passei mais de 24 horas me movimentando quase sem descanso, o que não apenas não facilitou, como possivelmente dificultou o parto, já que eu exauri minhas forças, e a dor das contrações intensas me acompanhou por um período excruciantemente longo. Ao indicar que eu relaxasse e poupasse minhas energias, ele mostrou uma sensibilidade de quem entende que cada gestante é única, cada trabalho de parto é diferente, e cada situação merece ser avaliada de forma individual. Não há uma receita padrão que funciona da mesma maneira para qualquer caso.

IMG_1444
Igor mamando e eu cortando o cordão, com a ajuda do Dr. Álvaro

O pediatra, Dr. Pelissari, examinou o Igor e o levou, acompanhado do André, para os procedimentos necessários. Não fizeram nada que não aceitássemos (como colírio de nitrato de prata ou aspiração nasal, por exemplo). Logo ele estava de volta ao meu colo. Fomos muito bem tratados por toda a equipe de médicos e enfermeiras da maternidade.

 

E foi assim que eu planejei um parto domiciliar e tive um hospitalar, planejei um parto hospitalar e tive um domiciliar. O universo segue me lembrando que não estou no controle, mas essa segunda experiência me libertou daquele peso injusto. Porque mais uma vez eu não fui transportada para a “partolândia”. Eu não me transformei em outra pessoa, não virei bicho, não fiquei doidona. Em vez disso, eu me maquiei, monitorei a frequência das minhas contrações, escrevi mensagens em linguagem bem concatenada, raciocinei até o último segundo. E tive um parto rápido, fácil e tranquilo. Natural, na melhor acepção da palavra. Meu segundo bebê foi recebido pelos braços amorosos do pai, mas eu sei que teria conseguido até mesmo sozinha, que teria escolhido uma posição em que pudesse segurá-lo e que, por maior que fosse o medo, eu saberia como agir. Provavelmente jamais saberei por que o meu primeiro parto demorou tanto, mas com certeza não foi por falta de entrega da minha parte. Saber me manter consciente no presente não significa que eu queira controlar o incontrolável. A prova disso é que eu não me frustro quando as coisas acontecem de um jeito totalmente diferente do que planejei. Eu só quero, em qualquer hipótese, ser respeitada.

 

Meu marido me agradeceu, emocionado, por ter proporcionado a ele a experiência mais incrível de sua vida. Não foi como planejamos, não foi o que esperávamos, mas foi perfeito. Parir no chão da minha sala, ao lado da porta, na presença das duas pessoas em quem mais confio no mundo, capazes de me respeitar, aceitar e amar mesmo quando eu só consigo falar gritando com elas, foi melhor do que qualquer cenário que eu poderia imaginar. E eu agradeço ao Igor por ter chegado desse jeito tão inesperado, mostrando sua intensa vontade de viver. A cada dia se revela mais um pouco esse traço marcante de sua personalidade: quando quer alguma coisa, meu sagitariano com lua em áries não gosta de esperar… E já deixou isso claro ao estrear nesse mundo.

Anúncios