Projeto 365 dias: dia 20 – Meditação

Saí do trabalho, fui para minha aula de Yoga e, depois dela, fiquei para a meditação. A prática, que acontece às terças-feiras, por volta das 19h40, é gratuita na Savitri, minha escola de Yoga.

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Os benefícios da meditação, que vão muito além do relaxamento, não são novidade nenhuma: ela faz parte de culturas milenares. Mas, se você é do tipo que precisa de comprovação da ciência ocidental para crer, não tem problema. Veja a seguir alguns dos benefícios descobertos por pesquisadores:

1. Redução do estresse

Uma pessoa meditando consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo, por isso meditar descansa mais do que dormir. A prática diária da meditação também diminui os índices de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, estresse, déficit de atenção e hiperatividade. E aumenta a produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. Além disso, reduz a atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções, diminuindo a ansiedade. Estudos revelaram significativa melhora no quadro de pacientes com sintomas de estresse pós-traumático.
2. Melhoria do sistema cardiovascular
Estudos comprovaram que meditar duas vezes por dia diminuiu a massa do ventrículo esquerdo menor em adolescentes americanos hipertensos, reduzindo os riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares; e diminuiu o acúmulo de gordura nas artérias de pessoas com pressão alta. A Associação Americana do Coração descobriu ainda que um grupo de pacientes, que praticou meditaçao sem regularidade definida, teve as chances de infartos reduzidas em 47%.
3. Insônia e distúrbios mentais
Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. A meditação também funciona para atacar a causa da depressão. Medições dos axônios de pessoas que começaram a meditar revelaram, ainda, que a prática funciona como um exercício para a mente, aumentando a capacidade de realizar conexões cerebrais e diminuindo os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia.
4. Alívio da dor
Testes demonstraram que o hábito de meditar aumenta a resitência à dor. Pessoas que meditam precisam menos de analgésicos.
5. Reforço do sistema imunológico
A meditação aumenta a produção de anticorpos e intensifica a ação da enzima telomerase, razão pela qual a Associação Americana de Urologia declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata. Um teste demonstrou sua eficácia também para ajudar a lidar com o câncer de mama, aumentando a resistência às dores provocadas pela quimioterapia e melhorando a reação física à doença.
6. Melhoria na concentração
Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações. Scanners de cérebro comprovaram que as áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal.
Saiba mais: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/meditacao-ganha-enfim-aval-cientifico

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TED do dia: o homem que revolucionou o absorvente na Índia

Arunachalam Muruganantham, o homem que revolucionou o absorvente higiênico na Índia
Arunachalam Muruganantham, o homem que revolucionou o absorvente higiênico na Índia

Tenho convivido por toda minha vida com mulheres cultas, educadas, com boa situação financeira, independentes e cheias de opinião. E mesmo entre mulheres assim, menstruação é um tema tabu. Já vi muitas amigas torcerem o nariz para a mera menção do assunto. A maior parte tem asco até de admitir que passa todos os meses por esse processo absolutamente natural.

Imagine então como é na Índia, e pior, na zona rural indiana. Lá, a menstruação não é apenas assunto proibido, é motivo para que as meninas faltem às aulas e provas, e mulheres deixem de trabalhar durante o período menstrual. Naturalmente, isso gera um impacto terrível na vida dessas meninas e mulheres, inclusive em seu orçamento familiar. Há também o aspecto cultural: enquanto estão menstruadas, as mulheres não podem frequentar o templo ou preparar comida.

Segundo o The Times of India, apenas 12% das 355 milhões de mulheres que menstruam usam absorventes higiênicos. As demais utilizam trapos, folhas, cascas, serragem, qualquer coisa no lugar do absorvente higiênico, cujo preço é alto demais para permitir esse “luxo”.

Ao se deparar com essa realidade, surpreendentemente foi um homem que resolveu dedicar anos de sua vida (quinze, para ser mais exata) para desenvolver uma alternativa que atendesse às mulheres pobres da Índia. De acordo com Arunachalam Muruganantham, “as mulheres que usam panos com frequência têm vergonha de deixar que sequem ao sol. Com isso, os panos não são desinfetados. Aproximadamente 70% das doenças reprodutivas na Índia são causadas por falta de higiene menstrual. Isso também pode afetar a mortalidade materna.”

Veja o vídeo (legendas em português disponíveis) para se encantar com a história e conhecer todas as dificuldades e situações inusitadas que Muruga (como ele próprio se chama) precisou enfrentar em sua jornada, incluindo o preconceito e o abandono familiar. E tudo isso sem nenhuma motivação financeira! Perguntado sobre seus motivos, ele explica: “Fui criado por mãe solteira. Eu vi como minha mãe lutou para me criar, então eu quis fazer isto para ajudar outras mulheres a ganhar a vida para sustentar suas famílias. Se você empodera uma mãe, empodera um país.”

Com vocês, Arunachalam Muruganantham!

Leia mais aqui.